Educação Sexual nas Escolas
08 dez 2011 Deixe um comentário
Por Carolina Salles
Resumo:
O presente estudo busca esclarecer alguns aspectos fundamentais da educação sexual na escola, apontando sua importância para a vida social dos sujeitos em formação escolar. Inicialmente pretende-se esclarecer o que é sexualidade, e como ela pode ser trabalhada em sala de aula. Também será destacado a função da família neste aprendizado juntamente da função que compete aos educadores. Alguns princípios básicos serão citados para que a atuação dos educadores tenha êxito, como a naturalidade e a seriedade sobre o assunto. O trabalho utiliza pontos teóricos pautados em profissionais da área da psicologia, e também busca apoio nos PCN.
Palavras chave: educação sexual, escola, sexualidade.
Introdução
A discussão sobre a educação sexual é um assunto que merece debate e atenção dentro do âmbito escolar. Compreendendo que tal temática faz parte da natureza humana, merece ser compreendida sem mitos ou tabus. A humanidade viveu séculos de repressão e silêncio sobre os assuntos que envolvessem a sexualidade. Atualmente vivemos num período onde a escola, não pode mais se preocupar apenas com o intelecto dos sujeitos, mas também com sua vida social, que envolve suas relações entre si e o seu mundo. Neste sentido, sendo a escola um ambiente social, torna-se envolvida direta ou indiretamente neste assunto, portando cabe tratá-lo com naturalidade.
Numa sociedade marcada pela informação e tecnologia, o conhecimento chega ao estudante seja ele criança ou adolescente de diferentes formas. Enquanto professores e pais se sentem constrangidos em falar sobre sexualidade, as diferentes mídias e comunicações espalham o assunto, porém muitas vezes tais fontes aparentemente seguras, não possuem rigor científico e acabam por mitificar a sexualidade. Portanto, querendo os educadores, ou não, a convivência social entre os estudantes provoca a invasão da sexualidade na escola.
Sexualidade em foco na sala de aula
“A sexualidade tem grande importância no desenvolvimento e na vida psíquica das pessoas, pois independentemente da potencialidade reprodutiva, relaciona-se com a busca do prazer, necessidade fundamental dos seres humanos. Neste sentido, a sexualidade é entendida como algo inerente, que se manifesta desde o momento do nascimento até a morte, de formas diferentes a cada etapa do desenvolvimento.” (PCN, p. 117)
O sistema de educação brasileiro há alguns anos apresentou os Parâmetros Curriculares Nacionais, que afirmam a importância de um trabalho sistemático de Orientação Sexual na Escola. Este documento que tem peso nacional, possui grandes contribuições para desenvolver a temática na sala de aula. Inúmeros pensadores tem trazido pertinentes reflexões acerca do estudo da sexualidade humana. Podemos citar a psicóloga Yara Sayão (1997), que explica que a educação sexual está presente no ser humano, desde seu nascimento, sendo que a partir da infância através do ambiente familiar são transmitidas as primeiras noções relacionadas a sexualidade e as questões de gênero (p. 112). Logo cedo, a criança passa a explorar seu próprio corpo e começa a identificar as diferenças entre os sexos, acabando por compreender a diferenciação cultural dada para cada sexo. Na adolescência, a sexualidade é aflorada quando inicia o processo da puberdade, que trata-se de mudanças físicas e alterações hormonais que provocam estados de excitação (PCN, p. 117-119). A sexualidade segue presente em todas as etapas da vida sendo singular em cada individuo e construída durante sua história, sendo marcada por diversos fatores.
Além do ambiente familiar, que transmite valores específicos sobre a sexualidade, outro lugar que se constitui como um importante agente é a escola. Como a escola interfere na construção da sexualidade de cada estudante, a proposta da educação sexual é que haja uma reflexão em sala de aula, envolvendo os estudantes a um autoconhecimento. Pretende-se que os profissionais da educação abordem esse tema de forma consciente e profissional.
Os professores e demais profissionais da escola, podem dialogar sobre a sexualidade, esclarecer algumas dúvidas e, principalmente, permitir que eles queiram saber. Tudo isso desde que esses adultos queiram e se preparem para isso. (R Sayão, p. 104)
Partindo do pressuposto que o aprendizado está subordinado às curiosidades do estudante, é necessário que se responda de acordo com os questionamentos trazidos em sala de aula, buscando confrontar o conhecimento científico com as informações abordadas nas mídias. Em sala de aula, é possível proporcionar momentos de reflexão e problematização através dos questionamentos trazidos pelos próprios estudantes, expondo as informações de acordo com suas faixas etárias. Neste sentido, o PCN afirma que: “As informações corretas aliadas ao trabalho de autoconhecimento e de reflexão sobre a própria sexualidade ampliam a consciência sobre os cuidados necessários para a diversas prevenções” (PCN, p. 114). Quando o professor atua como um profissional que possibilita ao estudante autonomia para ampliar seu conhecimento, leva os estudantes a se conhecerem melhor e estarem aptos para estabelecer as devidas prevenções em seu corpo. Durante os questionamentos o professor precisa se mostrar disponível em responder com clareza e também em respeitar valores próprios trazidos pelos estudantes. Enfim, o educador deve cuidar para não transmitir seus valores pessoais como verdades absolutas.
Outro elemento importante para que a Educação Sexual tenha êxito, é a relação que deve ser estabelecida entre escola e família. “Para tanto, a parceria da escola com os pais é fundamental para que s esclarecimentos possam fluir tranquilamente, sem provocar grandes terremotos (R Sayão, p. 101). A família já transmitiu ao estudante valores básicos, princípios e crenças. Cabe a escola com transparência, abrir espaço para a diversidade de concepções, posicionando a fim de garantir clareza no conhecimento sobre a sexualidade.
O PCN aponta também aos educadores três blocos de conteúdos buscando garantir o debate em sala de aula. O currículo proposto envolve primeiramente o conhecimento sobre o próprio corpo, envolvendo todas as suas potencialidades, ou seja, além de informações anatômicas busca compreender o indíviduo como um todo (emoções, sentimentos, sensações). Neste bloco inicial, o objetivo dos educadores será mostrar a sexualidade como algo natural e saudável através das diferentes disciplinas. No segundo bloco a reflexão será a respeito das relações de gênero, buscando compreender os fatores sociais que lhe envolvem, provocando respeito pelas diferenças atribuídas entre os sexos e as variadas expressões do feminino e masculino. No último bloco o foco se dá na prevenção das doenças sexualmente transmissíveis, desvinculando tabus e preconceitos, também promovendo compreensões de como acontecem os contágios, sem deixar de refletir sobre ações preventivas de saúde.
Considerações finais
A Educação sexual ainda apresenta barreiras e tabus a serem ultrapassados, mesmo diante dos parâmetros nacionais observa-se que muitos educadores e gestores não tem se preocupado em desenvolver tais aprendizados. Enquanto muitos docentes calam-se diante da temática sexualidade, ela continua presente em qualquer escola. Muitos professores, sem uma preparação adequada repassam aos estudantes aspectos fundamentados no senso comum, que muitas vezes levam a uma compreensão errônea da sexualidade humana e não satisfazem as angustias e necessidades questionadas. É necessário um aprofundamento maior por parte dos educadores, para que os estudantes possam compreender sua sexualidade pautados nos aspectos científicos. É papel de todo o corpo docente desenvolver esta temática, além de promover debates com toda comunidade escolar. A escola deve ser o local que leve a reflexões e discussões, repensando a sexualidade humana, sem preconceitos ou repressões.
Referências :
MEC, Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros Curriculares Nacionais: pluralidade cultural e educação sexual. 2° Ed.
Sayão, Rosely. Saber o sexo? Os problemas da informação sexual e o papel da escola. In: Aquino, J. G. (1997). Sexualidade na escola: alternativas teóricas e práticas. Ed. São Paulo: Summus.
Sayão, Yara. Orientação sexual na escola: os territórios possíveis e necessários. In: Aquino, J. G. (1997). Sexualidade na escola: alternativas teóricas e práticas. Ed. São Paulo: Summus.
Análise de Sistemas e Psicologia Organizacional – uma reflexão dos acadêmicos
10 nov 2011 Deixe um comentário
Os textos que seguem são reflexões dos acadêmicos de Análise de Sistemas, enfocando a relação existente entre Análise de Sistemas e a Psicologia Organizacional.
Os alunos escritores, são do Nível 2, do curso de Graduação em Análise de Sistemas da Faculdade Anglicana de Erechim.
Psicologia Organizacional e Análise de Sistemas
(Thiago Rodrigues dos Santos)
A Psicologia Organizacional tem que ter uma grande relação com a Análise de Sistemas para analisar cargos e salários, realizar recrutamento e seleção de funcionários, organizar o treinamento de habilidades dos profissionais, resolver situações de conflito na empresa, projetar e desenvolver um sistema de avaliação de desempenho. Os profissionais de ambas as áreas devem buscar juntos alcançar níveis de excelência em todos os setores da empresa. A psicologia organizacional apoia com técnicas e conceitos o processo de formação de um comportamento necessário para a formação de um comportamento necessário para a criação de um ambiente e clima agradável e saudável, sendo favorável para enfrentar os desafios do ambiente externo.
O Preço Nunca é Tudo numa Negociação
10 nov 2011 1 Comentário
(Ivan Vicari)
Diante de tantas mudanças que interferem no nosso dia a dia, alguns valores como a ética e honestidade foram consolidados ativos valiosos que produzem melhores resultados na arte de negociação a longo prazo, que somados a flexibilidade e confiança, compõem os pilares de uma negociação de sucesso. O Preço é o valor que a empresa atribui ao produto e o cliente está disposto a pagar. Numa negociação o papel do cliente é barganhar preço, descontos, prazos de pagamento, que existem outras empresas concorrentes dispostas a negociar com ele (cliente), tendo como o objetivo principal persuadir o vendedor na busca do melhor negocio para a sua organização. A partir deste ponto o vendedor deve usar suas técnicas em vendas (experiências, conhecimentos) com o objetivo de influenciar, persuadir e conquistar o cliente, demonstrando que o conhece, conhece o seu negócio, o seu produto, o seu mercado consumidor. Oferecendo um produto para o atendimento de suas necessidades e expectativas, as vantagens que o seu produto representa no mercado, aliado a isto, a um preço justo e compatível (podendo estar negociando prazos, valores, parcelas de pagamento e descontos a vista). Adquirindo desta forma a confiança do cliente para fechar o negocio e deixando portas abertas para futuras transações comerciais. Um relacionamento longo e lucrativo entre empresas depende fundamentalmente da legitimidade de suas negociações, do quanto elas forem justas para ambas as partes.
14 out 2011 Deixe um comentário
Antes da Palestra Magna dos Cases haverá as 19:30 horas os acadêmicos do Curso de Administração farão uma apresentação de Temas discutidos em aula.
Como arrancar o sim do outro lado
10 out 2011 Deixe um comentário
Você é um bom negociador? Se não é, prepare-se. As empresas querem executivos que dominem o jogo duro das negociações
O executivo polivante, capaz de vender, comprar, administrar, ser líder, tocar um negócio, tem sido cada vez mais valorizado nas empresas. Mesmo tudo isso, porém, pode ainda não ser suficiente. Cada vez mais, nestes tempos de corpo-a-corpo com o mercado, as empresas andam de olho em profissionais com uma outra habilidade: a de negociar bem. Não importa se é com cliente, com fornecedor, com funcionários, com o chefe, com bancos. Ou em operações mais complexas, como as de aquisições, fusões ou vendas de empresas. Aí, o limite entre o sucesso e o fracasso pode ser a diferença entre ganhos e perdas na casa dos milhões de dólares. “Os negociadores de sucesso estão sendo procurados tanto quanto os líderes”, diz José Augusto Minarelli, da Lens & Minarelli, consultoria de aconselhamento profissional e outplacement, de São Paulo. O que faz do executivo um negociador de sucesso, daqueles que saem das reuniões com um sim a seu favor? Eis alguns itens que não podem faltar nessa receita: Ele tem em mente quais são seus objetivos e não se desvia deles. Sabe tudo, tudo mesmo, sobre o assunto, a empresa, o negócio e quem se sentará à sua frente na mesa de negociação. Sabe a hora de levantar-se e adiar os trabalhos. Ou de pressionar para obter o sim. Tem a habilidade para demonstrar que naquele negócio os dois lados ganham. A estratégia é conhecida como “win-win”, ou ganha-ganha, pelos negociadores americanos. Nunca é previsível. O bom negociador varia o estilo, a abordagem e a velocidade da negociação. Sabe manter sigilo. Se for preciso não conta nem para a esposa ou para o marido. Sempre mantém uma porta de saída honrosa, para não sufocar o outro lado. Inicia a negociação com alternativas. Caso não dê certo a primeira, oferece uma segunda ou terceira opção. Nessa receita, o talento e o charme também contam pontos. O talento é necessário para saber a hora certa de agir. O charme mantém o indispensável clima de cortesia, respeito e bom humor. Só que sem trabalho, muito trabalho, não há sucesso numa negociação. Antes de qualquer rodada de reuniões, é preciso fazer a lição de casa, estudar os fatos, os dados e números. Não se detenha apenas no foco da negociação. Aspectos aparentemente irrelevantes podem ser usados pelo outro lado para surpreendê-lo. Lembre-se: a informação vale dinheiro sempre e, numa negociação, vale muito mais. Portanto nunca vá a uma reunião sem estar de posse das informações fundamentais. Se for preciso, peça adiamento, negocie um prazo maior. “Não há talento que resista a uma preparação deficiente”, afirma Alvaro Lopes, diretor do banco Bozano, Simonsen, em Nova York. Por vários anos, Lopes participou de negociações do Bozano na privatização de estatais brasileiras. As informações são relevantes não apenas quando dizem respeito ao negócio em pauta. O bom negociante deve conhecer quem está sentado do outro lado da mesa e, melhor ainda, quem realmente decide. Coloque-se no lugar da pessoa e se pergunte qual é o objetivo dela. Concentre-se nos interesses que há por trás das posições oficiais de seu oponente, entenda a sua lógica. Essa é uma fórmula eficiente para evitar que você faça propostas que serão recusadas de cara, desgatando a negociação sem necessidade. Nunca subestime o seu parceiro de negociação se você realmente espera fechar o negócio. Tampouco exija o impossível. Se o outro se sentir acuado, pode entrar em pânico e fugir. Aí, você dará adeus ao que poderia ter sido um belo negócio. Olhe para o seu oponente, mas não esqueça de seus próprios objetivos. Com eles, o negociador define onde pode (ou não pode) ser flexível. O negociador deve ter alternativas. Caso uma não dê certo, pode sacar da manga uma segunda, ou terceira. Numa negociação se disputa dinheiro, prestígio, reputação, resultados de médio e longo prazos de uma empresa. “Uma boa negociação é mais estimulante do que um jogo de gamão ou pôquer”, diz Harry Simonsen, da Simonsen & Associados, de São Paulo. Simonsen é negociador de empresas há mais de trinta anos. De todas as transações de que participou, uma marcou a sua carreira. Na década de 60, uma empresa americana, sua cliente, pagou além do que o vendedor brasileiro estava pedindo por sua empresa. “Os americanos acharam que o brasileiro estava pedindo aquém do preço justo”, afirma Simonsen. Segundo Simonsem, uma negociação só termina bem quando os dois lados ganham. O “win-win” pregado pelos americanos pode ser utilizado em qualquer situação. Quem tem filhos, negocia o tempo todo com eles, desde o desempenho na escola à hora de dormir. No ambiente de trabalho, se negocia salário, promoção, tarefa e assim por diante. ESTILO PESSOAL – Analise como você se comporta nessas negociações triviais e responda: você é um negociador do gênero durão ou brando? O primeiro faz o papel de adversário, sua meta é a vitória, bate o pé, intimida, ameaça, desconfia, vai para o confronto. O segundo prefere colocar-se como aliado, busca um acordo, é flexível, confia e evita a guerra. O autoconhecimento também faz parte das qualidades de um bom negociador. Nenhum estilo garante 100% de sucesso em todas as negociações. Mas ao conhecer-se o executivo descobre seus limites e suas qualidades. “Ele aprende quando pode dizer sim e quando precisa dizer não”, diz Odino Marcondes, da Marcondes & Consultores Associados, consultoria de treinamento em recursos humanos, de São Paulo. Marcondes treinou 7 300 executivos nos últimos cinco anos num curso de três dias que ensina como negociar bem. Segundo ele, é possível aprender a arte da negociação. A diferença é que alguns nascem com habilidades para aprender mais rápido. Ou seja, o que varia é o grau de dificuldade e a quantidade de treinamento necessário. O curso de Marcondes tem a vantagem de simular situações de negociação, nas quais os participantes são filmados. A análise posterior do vídeo detecta a postura, o tom de voz, os gestos, os argumentos utilizados, o estilo pessoal de cada um. “Não adianta querer usar ferramentas bem sucedidas em outros executivos. Cada um tem de encontrar seu próprio estilo”, diz Marcondes. O poder de sedução ou de persuasão são armas válidas numa negociação. Use-as se você as tem. Mas atenção para um conselho de grandes negociadores: Você deve ser capaz de surpreender seu oponente. Alterne simpatia e bom humor com firmeza e dureza. Quanto mais previsível forem suas atitutes, menores as chances de sair da negociação com um sim a seu favor. ÉTICA – As negociações também envolvem uma boa dose de ética. Não minta jamais para o outro lado. Quando for impossível contar tudo, omita – ou, se colocado diante de uma pergunta direta, diga que não está autorizado a respondê-la. Toda vez que você não conseguir cumprir o combinado, não espere o outro descobrir. Pegue o telefone e avise antes. O bom negociador, aquele que está na linha de frente das reuniões, precisa ter credibilidade. E boa saúde. Só assim consegue suportar o estresse, a tensão, o nervosimo, as noites mal dormidas, as jornadas longas. Aos 56 anos, com pressão alta e úlcera no estômago, o executivo Claudio Galeazzi freqüenta sessões diárias de ginástica e alterofilismo. As doenças ele adquiriu fazendo o que mais gosta, negociar. Galeazzi se especializou em gestão interina de companhias quebradas. Já passou pela Cecrisa e Vila Romana e agora está na Mococa. O seu trabalho é negociar dívidas com bancos e fornecedores no pior momento das empresas. “Não dá para evitar que a úlcera se manifeste”, diz Galeazzi. A vida sedentária é um inimigo constante dos executivos e pode afetar o seu desempenho numa negociação. Quem enfrenta reuniões longas, às vezes noite adentro, precisa estar com a saúde em dia. O raciocínio rápido, a capacidade de concentração, a disposição para levar o assunto até o fim dependem dela. A visita regular ao médico pode prevenir males maiores, mas é importante não se descuidar do condicionamento físico. Isso é o mínimo que você pode fazer para preparar-se para negociações que chegam a durar seis meses, um ano. SENSIBILIDADE – Outro ponto que merece cuidados é o psicológico. Você precisa estar emocionalmente preparado para saber a hora certa de ser simpático e bem humorado ou de comportar-se com dureza. A sensibilidade para dar os passos na hora em que eles devem ser dados é uma das chaves que diferenciam o bom do mal negociador. Imagine-se numa negociação sobre as condições de pagamento com dezenas de credores de uma empresa concordatária da qual você é diretor financeiro. Ou, então, que está envolvido na reestruturação do passivo da Varig, um quebra-cabeças financeiro e negocial de primeira grandeza. Ou, ainda, que você é o presidente interino da Lacta enquanto os sócios, Philip Morris e Adhemar de Barros, digladiam-se. Imagine, por fim, que você é Alvaro Gonçalves, tem 33 anos e que já passou por todas essas experiências. Gonçalves deixou a presidência da Lacta no começo de julho, depois de seis meses em meio às negociações que levaram a Philip Morris a assumir o controle da empresa. Durante os períodos de negociações, Gonçalves segue uma receita de três ingredientes para se dar bem: se abastece de muita informação, trabalha em equipe o tempo todo e só faz propostas que considera viáveis para os dois lados. Um grupo trabalha ligado diretamente a ele. É com essa turma que ele se abastece de informação, pede opiniões e discute planos. Antes das reuniões mais complexas, mesmo que aconteçam cedo, Gonçalves repassa todos os pontos do acordo com a equipe. O encontro também é usado como ensaio para a reunião de verdade. O seu objetivo é ter os números corretos, os fatos corretos, os dados corretos, fresquinhos na cabeça, para argumentar e contra-argumentar à mesa de negociação. “Eu aprendi na prática, negociando”, afirma Gonçalves. O americano William Ury, autor do livro Getting to yes (ou Como chegar ao sim), com 3 milhões de cópias vendidas em vários países, concorda com Gonçalves. Segundo ele, 80% da habilidade de negociação é aprendizado. O resto é intuição. Ury esteve no Brasil em maio para um seminário sobre o tema. Durante o encontro, o americano deu um conselho: após cada negociação reserve um tempo para preencher uma pequena ficha. Nela devem constar informações sobre o que funcinou ou não, o que deveria ter sido feito diferente, maneiras de aperfeiçoar o acordo, as surpresas no meio do caminho e quais habilidades precisam ser aperfeiçoadas. Ury tem experiência no assunto. Entre seus clientes estão o governo americano e empresas como a American Express e Microsoft. Segundo ele, é possível obter melhorias constantes na capacidade de negociação. Então, vá em frente.
REFLEXÕES
COMO ARRANCAR O SIM DO OUTRO LADO
(Vanesa Sgarbi, Évelin Weippert, Maria Ferreira)
Nós concordamos com o texto, pois cada negociador tem seu jeito de negociar, cada negociação tem características diferentes, e por isso os negociadores tem que estar preparados para as mais diversas situações que possam vir a ocorrer durante a negociação.
Os bons negociadores sempre tem um plano B, e talvez um plano C para o desenrolar da reunião. Também tem que estar a par do assunto, saber todos os detalhes e não desviar dos objetivos da negociação.
COMO ARRANCAR O SIM DO OUTRO LADO
(Ivan Adair Vicari)
Competências essências dos negociadores:
1- Relacionamento interpessoal: é preciso entender gente.
O objetivo de uma negociação não é vencer e nem perder, o que se pretende é produzir acordos que sejam benéficos para ambas a partes (busca-se influenciar as pessoas para que os resultados sejam positivos para os dois lados).
Algumas formas de melhorar a qualidade do relacionamento pessoal nas negociações:
ü Tenha Consideração: que você a considera importante e por isso investiu tempo preparando-se para negociar com ela.
ü Preste Atenção ao que a Outra parte está Dizendo: isso é fundamental para garantir a qualidade da interação.
ü Tenha Sensibilidade Cultural: é a sensibilidade intercultural (é a capacidade de entender a forma como o outro se comporta, precisa ser compreendida e respeitada).
ü Aumente o Poder de Concentração: de quanta atenção se presta a tudo que diz respeito ao outro.
ü Pense na Próxima Vez: se não for possível fechar o negócio naquele momento, faça com que aquela negociação sirva para que se crie uma possibilidade maior de sucesso na próxima vez.
ü Esteja Sempre Atento: Capacidade de continuar “ligado”, atento mesmo quanto o interlocutor comece a divagar.
ü Mantenha a Calma: a pior reação em uma negociação é partir para o conflito (é preciso separar as pessoas do problema).
2- Conhecimento do Negócio
Para conhecer bem o cliente e consequentemente o nosso negócio: é preciso fazer uma avaliação sobre o posicionamento que a empresa assume no mercado:
ü Características, vantagens e benefícios dos nossos produtos e serviços.
ü Características, vantagens e benefícios dos produtos dos nossos concorrentes.
ü Pontos fortes e fracos da nossa empresa e da concorrência.
3- Visão Estratégica: A Arte de Enxergar e Ver
O Planejamento Estratégico das negociações tem por base o poder de influência de uma parte sobre a outra, o uso que cada parte faz das informações que dispõe sobre si mesma e sobre o outro e a competência que cada um tem de utilizar a tecnologia da negociação como vetor do crescimento do interesse do outro pelas opções que apresenta.
Entender a negociação como um processo em que se pretende chegar a um acordo entre duas partes, talvez seja a fórmula ideal para compreender o sucesso e o fracasso que ocorrem em sua realização, pois negociar é buscar um acordo.
No processo de negociação, é importante lembrar que para obter o sim do outro lado, é fundamental ouvir o outro e entender as suas expectativas. Para isto, é preciso elaborar e seguir as etapas de negociação: planejamento, preparação, apresentação da proposta, esclarecimento, troca e acordo.
Em toda negociação deve haver um estratégica pré-estabelecida (conhecer o assunto da negociação, o negócio, produto e principalmente o outro negociador).
Nesta situação o trabalho em equipe é fundamental, pois o grupo vai se abastecer de informações relevantes que diz respeito ao negócio, vai projetar ou prever como será conduzido esta negociação (tanto na situação de surpreender ou ser surpreendido pela outra parte) para estar apto para seguir com a negociação. Não existe um perfil a ser seguido, “mais firme ou mais flexível”, vai depender do tipo de negociação.
Algumas pessoas têm um talento natural para a negociação, na sala de reuniões elas parecem brilhar. Com uma boa dose de persuasão, toque de agressividade ou não e muita visão, esses profissionais conseguem enxergar o que é melhor para os dois lados e é raro saírem dali sem um contrato assinado na mão.
Negociação Empresarial
(Kamila Molski e Maria Gabriela dos Santos)
Chegamos a conclusão de que para ter uma negociação de sucesso e fundamental a estratégia conheci da como ganha -ganha , por isso é necessário que antes de qualquer rodada de reuniões tenhamos todos os dados, fatos e números. Pois um bom negociante tem o dever de conhecer com quem está negociando, isso fara que se perca tempo em propostas que serão recusadas de cara, desgastando a negociação.
Um bom negociador deve estar ciente que sua saúde deve estar em perfeitas condições pois tende a suportar o stress a tenção, nervosismo noites mal dormidas sem contar longas jornadas de trabalho.
Sendo assim as palavras chaves de um negociador são: estilo pessoal, ética e sensibilidade.
Filme “Duelo de Titãs”…Negociação Empresarial
10 out 2011 Deixe um comentário
Na Disciplina de Negociação Empresarial, a Turma de Administração, do 4º semestre, assistiu ao filme “Duelo de Titãs” e pode se posicionar e relacionar a disciplina ao contexto e ao enredo do filme. Temos como objetivo, compartilhar nossos pensamentos com todos, por este motivo, estaremos publicando todos os nossos posicionamentos e reflexões acerca da temática.
Sinopse
Herman Boone (Denzel Washington) um técnico de futebol americano contratado para trabalhar no comando de um time universitário dividido pelo racismo, os Titans. Inicialmente, Boone sofre preconceitos raciais por parte dos demais técnicos e até mesmo de jogadores do seu time, mas aos poucos ele conquista o respeito de todos e torna-se um grande exemplo para o time e também para a pequena cidade em que vive.
Reflexões
Habilidade e atitude nas negociações
(Rosana Dalla Rosa e Vanesa Salete Sgarbi)
Ficou clara e perceptível a relação entre a teoria sobre as formas de negociação e o filme, transpareceu claramente o quanto é importante a habilidade de negociar. A comunicação foi fundamental para que o time alcança-se seus objetivos, no momento em que os relacionamentos se estreitaram e melhoraram foi possível haver a negociação entre a equipe.
Havia dois técnicos dotados de conhecimento, porém criaram situações de disputa entre si, vendo qual seria o maior líder. Depois de experimentarem que as forças de ambos não significavam muito se trabalhassem sozinho, uniram-se por um objetivo comum ao qual sabiam como fazer para tornar o time campeão. Deixaram de lado o preconceito e apostaram na equipe. Técnicos, jogadores e torcedores mudaram suas atitudes as quais foram decisivas para alcançar a vitória que tanto foi almejada.
O time treinou, se desenvolveu, aprenderam a conhecer o perfil dos companheiros de equipe e dos times que iriam disputar o campeonato, aprenderam a se relacionar unidos por objetivos comuns. Foram amigos, coerentes e sábios nas suas decisões, havia espírito de equipe e uma forte liderança por trás dos “Titãs”, buscaram consenso entre a equipe nos momentos difíceis. Souberam gerenciar emoções no momento em que o capitão da equipe foi obrigado a ficar fora do jogo da final, pois havia sofrido um acidente de carro alguns dias antes da partida decisiva. Usaram as habilidades de cada jogador da equipe, cresceram juntos, e fizeram jus ao nome escolhido ao time “TITÃS”.
RELAÇÃO DO FILME DUELO DE TITÃS COM A MATÉRIA NEGOCIAÇÃO EMPRESARIAL
(Maria Ferreira e Rogério Jacoboski)
- O trabalho do técnico administrando os conflitos que existiam entre brancos e negros, racismo.
- Espírito de equipe, relacionamento entre os jogadores, companheirismo, comunicação, empatia.
- O grupo tinha o chamado CHA, conhecimento, habilidade, atitude.
- Através do time de futebol as pessoas começaram a aceitar mais umas às outras, deixando de lado o preconceito.
Comunicação e Relacionamento
(Kamila Molski e Maria Gabriela dos Santos)
Aprendemos que a má comunicação gera problemas de relacionamento, causando ruídos e barreiras em relações interpessoais, para prevenir isso podemos gerenciar emoções e prevenir conflitos. Podemos ver isso claramente no momento do filme em que os jogadores ficam na concentração, onde não conseguiam chegar em um consenso sem se conhecerem, pois o que falava mais alto era o preconceito.
Sirvam Nossas façanhas de modelo a toda terra….
06 out 2011 Deixe um comentário
Na sexta feira 16/09/11 os acadêmicos de Administração foram levados a reflexão sobre a semana Farroupilha. A professora Patrícia Sachet-Psicologa e Mestre em Psicologia Clínica comandou na disciplina de Gestão de Pessoas a atividade, onde após toda turma foram prestigiar o acampamento FARROUPILHA em Erechim.
Sirvam nossas façanhas de modelo a toda terra….
Um povo historicamente reconhecido pela sua bravura aguerrida em uma época onde princípios, valores e crenças eram tidos como ideais que hoje parecem longínquos. Esses festejos farroupilhas têm como objetivo explorar a historia do rio grande do sul, e resgatar alguns episódios e períodos e mostrar assim a identidade do povo gaúcho.
Porém muitas vezes esses festejos são lembrados como comemoração, mas até esquecendo o fato que realmente compõe essa história, e passando como um simples feriado. Hoje essa data comemorativa é tida como uma oportunidade de negócio, é usada como marketing por empresas que exploram o tradicionalismo como forma de comércio e não com a sua importância, pergunte as pessoas que te rodeiam se elas sabem por que houve a Revolução Farroupilha, e veja quantas saberão a resposta.
Após uma semana de grande sucesso, como foi o acampamento farroupilha de Erechim com 33 galpões erguidos e varias atrações, por conta disso o povo gaúcho se mostra muito apegado as raízes, porem deveriam buscar o espírito dessa comemoração, escrever sobre a Revolução Farroupilha é algo desafiador e que buscamos retratar e refletir através de pontos focais. Não temos o objetivo de criticar algo ou elogiar, mas sim nosso trajeto neste texto só busca a REFLEXÃO.
A Revolução Farroupilha iniciou após o encarecimento do imposto no preço final do charque que era comercializado por grandes estancieiros no Rio Grande do Sul. Por conta do aumento dos tributos, os Farrapos desafiavam os imperiais, pois sua economia era baseada na agropecuária. O Rio Grande era o principal produtor de charque que era muito comercializado no sudeste e centro-oeste, sendo que a proposta apresentada era de manter a comercialização como um monopólio.
Em 1836, um grupo de estancieiros liderados por Bento Gonçalves invadiram Porto Alegre e iniciam assim a República Rio Grandense. A expansão do movimento Farroupilha aconteceu por todo o estado gaúcho e Santa Catarina, diante disso, lideranças como o italiano Garibaldi e i líder de tropa Canabaro fundaram em Lages SC a República Juliana.
Diante desta situação, começaram a faltar suprimentos, recursos levando as tropas a passarem fome e as derrotas enfraqueciam os farrapos, o líder Bento Gonçalves foi preso e os estancieiros já estavam desacreditando na República Riograndense, sendo que os problemas já se tornavam maiores do que a motivação para a guerra.
As conseqüências eram cada vez maiores, como a perda de grandes nomes, grandes líderes e soldados. Foram mais de dez anos de batalha, e nesse tempo foram feitos acordos com a Argentina, visando a utilização do Porto e o escoamento da produção de charque.
Negociações foram feitas, entre elas com o governo negociou-se o aumento de taxas alfandegárias sobre o charque vindo de outros estados e o Rio Grande do Sul conseguiu abolição dos escravos que participavam da revolução. Uma guerra sangüenta, que trouxe ao Rio Grande, conquistas, pois lutavam por seus ideais e conseguiram através de negociações algumas melhorias, negociações estas baseadas no ganha-ganha, onde o acordo foi o marco para que ambos os lados saíssem satisfeitos parcialmente.
Um povo que tanto lutou por liberdade não pode deixar preso o orgulho de ser gaúcho, e a história nos remete a pensar no quanto, nós enquanto profissionais da administração ou futuros administradores estamos conseguindo unir a nossa história, aos nossos conceitos, as nossas disciplinas e a nossa realidade. Pensar e analisar todos estes pontos é um desafio que nos move a buscar algo que realmente auxilie e seja relevante para a nossa realidade.
Partindo do entendimento acerca do conceito de trabalho em equipe, temos que uma equipe é um grupo de pessoas que trabalham juntas com o mesmo objetivo a ser atingido, tendo como prioridade a busca pelo que for melhor para a sociedade. A revolução Farroupilha é um exemplo da nossa história, no qual todos lutavam por algo comum, por este e outros motivos que esta revolução é um marco na história do nosso estado e hoje sentimos a falta de movimentos que lutem mais firmemente pelos direitos de cada pessoa. Nos últimos dias, fomos surpreendidos pelo marco que nossos impostos anuais alcançaram, em cerca de oito meses e meio a população brasileira já pagou mais de um trilhão em impostos. Sendo assim, nos remetemos ao nosso hino, que nos diz “…povo que não tem virtude, acaba por ser escravo…” e voltamos ao conceito de trabalho em equipe, e a prática desse conceito, e aqui fica uma pergunta: Se trabalharmos em equipe podemos lutar em benefício de toda a sociedade?
Nosso objetivo não é problematizar a realidade, nem dizer que precisamos brigar para conseguir algo, nosso objetivo é refletir acerca dos papéis desempenhados por nós em nossas casas, bairros, escolas, cidades, estados, em nosso país e mostrar que precisamos nos unir na tentativa de buscar melhorias e qualidade de vida por nós e em memória dos guerrilheiros que serviram como exemplo de liderança e trabalho em equipe.
Turma de administração – 4º semestre
A Educação de Pequena Árvore
06 out 2011 3 Comentários
A Turma de Pedagogia 2011, da FAE, assistiu na última semana o filme “Educação de Pequena Árvore”, na disciplina de Psicologia do Desenvolvimento. Aproveitando a oportunidade as alunas puderam se manifestar acerca da atividade e relatar um pouco dos sentimentos e reflexões através do filme. Nos próximos dias serão postados esses materiais para que todos possam apreciar.
A educação de Pequena Árvore
(Flávia Krug)
Não é somente um filme, mas sim uma lição de vida. Marcante, polêmico, angustiante, revelador, provocador…Seriam tantas as definições que aqui caberiam. Ressalto o que foi dito em aula: “por ser um filme que não vende, não é encontrado em locadoras”.Verdade absoluta! Realmente “valores”não se compramem lojas. Elessão adquiridos .É assim que defino o filme:”valores”.
Ele retratou exatamente a educação da época, seus princípios,normas,rigidez,insensatez,tradicionalismo.A forma como era executada por meio do autoritarismo tradicionalista, uma espécie de “ditadura escolar”, cruel, de sobrevivência mesmo, por várias vezes. Contando ainda, com a urgência por um descobrimento individual, por fortalecimento interior de conceitos, por caráter e esperança de crescimento interior.
Resgata os princípios familiares das culturas, de uma maneira íntegra e inabalável. O filme é estarrecedor com a crueldade da época, com relação aos conceitos de época, com relação aos conceitos familiares e a política da sociedade.Chocam os exemplos por serem reais e aplicados daquela maneira.
A religiosidade é retratada como até hoje em dia, muitas instituições insistem em apontá-la de forma lucrativa, vulnerável aos anseios sociais.
A questão da perda de vida humana é presente em vários momentos do filme e na história, não abala o caráter de “Pequena Árvore”.Vem em alguns momentos, para fortalecê-lo e levá-lo em direção ao mundo real, um local difícil de sobreviver e que devemos acostumar por ganhar e perder pessoas. Faz parte do ciclo de vida.
Trata de um conjunto de valores que na maioria das vezes são trocados por questões políticas, financeiras, religiosas e de interesses individuais.
Com certeza, em todas as entrelinhas do enredo é claro e notória a realidade da vida do ser humano como “sociedade”, gerando os problemas e contradições que atravessamos, não importa a geração.
“Pequena Árvore” é brilhante! Sua meiguice é única. Seu esplendor é fantástico. Ele vem de encontro à milhares de “Pequenas Árvores”, que vivenciaram os costumes da época.
“Educação de Pequena Árvore”
(Eliara Hauser)
O filme relata uma emocionante história de um menino chamado “Pequena Árvore”. Tudo começa quando seus pais faleceram, ele ainda um menino foi deixado aos cuidados de sua tia, até que seus avós paternos vieram buscá-lo.
Uma linda e impactante visão do mundo pelos olhos de um garoto. Criança alegre, descendente de índios que sofre com o preconceito e nos mostra um lado da Educação que nos faz refletir.
Hoje em dia se fala muito na igualdade de direitos, igualdade social, racial entre outras. Mas pouco se faz para realmente acabar com essas diferenças, e no do meu ponto de vista é um erro achar que um dia isso tudo terá fim. Como aparece em um trecho do filme em que um pai mostra claramente à sua filha que os índios não são iguais aos brancos. É claro que o desejo de muitos é que um dia todos possam seguir suas vidas naturalmente onde ninguém sofra nenhum tipo de preconceito. Mas infelizmente, tanto no filme, quanto na vida real, ainda existe pessoas que ensinem aos seus filhos, com suas mentes medíocres, de que uns são melhores que os outros.
O filme também mostra dois lados da Educação que precisam ser pensados: Uma avó ensinando seu neto (com todo carinho, a ler, escrever, as palavras desconhecidas) em casa. De certa forma isso é esquecido por alguns, mas é ainda uma realidade; onde a população sem recursos para levar suas crianças para uma escola, tenta ensinar o pouco que sabe para os seus próximos. Tem também o avô mostrando ao garoto tudo sobre a vida prática, como sobreviver quando ele não tiver com quem contar. Esse é o lado da Educação, do nosso dia a dia que não nos damos conta. O que me fez parar e pensar: “Será que ensinamos tudo o que nossas crianças realmente precisam saber?” O certo é não darmos o peixe, e sim ensiná-los a pescar, como diz o ditado. Mas erramos querendo acertar. Tentamos privar nossos filhos das dores e desprazeres do mundo, mas será que isto é correto? E amanhã quando não estivermos mais aqui para ajudá-los, como será?
O outro lado da Educação é a mais arrepiante. Aquela parte do filme em que o Pequena Árvore vai para a chamada “Escola para Índios”, escola esta que nos faz lembrar do tempo da ditadura, onde as crianças de lá não poderiam mais pensar e nem agir por conta própria. Com regras, leis e castigos severos. Lugar triste onde as crianças não eram mais crianças. O meu maior medo é saber que ainda existe lugares assim. Será?
Eu acredito na magia do filme, na cumplicidade, no amor, na fé. Alguns momentos ficou bem claro a confiança que o menino tinha em seus avós, e vice-versa. Isso me chamou atenção porque nos dias de hoje, com tanta maldade, crueldade, é raro de se encontrar.
Um filme, de uma certa forma, triste, que ao mesmo tempo nos mostra um lado lindo da aprendizagem e superação.
A EDUCAÇÃO DE PEQUENA ÁRVORE
(Sharleny Paula Mendes)
O filme trás uma questão muito forte da importância de conhecer sua cultura e segui-la fielmente. Isto ficou claro quando o índio contou para o Pequena Árvore, a história do passado do seu povo, ele disse:
“Se não conhecer o seu passado, não conhecerá o seu futuro”.
A educação que o avô dava ao seu neto era toda voltada ao que realmente iria precisar para a vida. O menino aprendia tomando decisões sozinho aprendia com seus próprios erros, como no momento em que comprou o animal, o avô sabia que se não o deixasse comprar ele lhe cobraria a vida toda por não ter comprado e se comprasse iria culpar o avô. Ele tomou a decisão sozinho, tendo consciência de que a responsabilidade era sua.
Achei interessante o que o avô lhe disse:
“Não tenho como te ensinar, tem que aprender sozinho”.
O filme nos faz refletir a respeito do que realmente devemos ensinar aos alunos sabendo que cada um tem a sua necessidade, a sua realidade, devemos ensinar tudo que tenha sentido para eles, que eles ocupem no caminhar da sua vida.
Função estratégica da área ainda é pouco reconhecida nos negócios
30 set 2011 Deixe um comentário
Renato Grinberg analisa o novo momento e as perspectivas para os profissionais de Recursos Humanos nas empresas
Apesar de começar a se estabelecer em empresas de ponta, a importância estratégica do RH ainda é pouco reconhecida no Brasil. Além disso, uma recente pesquisa realizada com 600 funcionários da Trabalhando.com, apontou que 33% deles não entendem qual é a real função do setor na empresa. O diretor e especialista em carreiras e mercado de trabalho da Trabalhando.com, Renato Grinberg, analisa o novo momento dos profissionais de RH e a percepção destas mudanças pelo mundo corporativo. As empresas nacionais estão atrasadas no modo como lidam com seu capital humano? Não, as grandes empresas nacionais estão se destacando no modo como lidam com seu capital humano e o modo como tem exportado esse conhecimento. Por conta da cultura latina e de um histórico de crises, nossos profissionais de RH tem uma sensibilidade maior que o comum para lidarem com as necessidades do ser humano, além de ter jogo de cintura para se adaptarem a novas regras. Quais são as atribuições de um profissional de RH no mundo corporativo atual? Nos últimos 10 anos, em algumas empresas de ponta, o RH passou a participar de decisões estratégicas, analisando custos e riscos e tem adquirido poder de decisão em processos de fusões e novas aquisições ou ingresso em novos mercados, por exemplo. Qual a importância estratégica destes profissionais para as empresas? No caso de uma fusão, por exemplo, é preciso que o RH monte uma estratégia para integrar a cultura das duas empresas e estabelecendo ações de comunicação para evitar o desencontro de informações entre funcionários e possível fuga de talentos. Por que o reconhecimento da função estratégica do RH demora a acontecer? Porque há uma dificuldade em encontrar profissionais de RH preparados para lidar com estas questões, ao mesmo tempo em que ainda existem gestores que não aceitam que o RH deve participar das tomadas de decisão da empresa. E qual a solução para reverter este quadro? Investir em formação. É mais fácil treinar dentro da empresa funcionários com boa pré-disposição para aprender do que tentar “caçar” talentos fora da empresa. Quais são os conhecimentos necessários para profissionais que lidam com o capital humano das empresas? Precisa haver uma complementação entre conhecimentos em humanas, como no caso dos psicólogos, e conhecimentos em administração empresarial. Hoje, ainda vemos mais psicólogos do que administradores no RH, mas a tendência é que isso se reverta nos próximos anos. Na sua visão, os profissionais de RH das empresas brasileiras estão preparados para lidarem com todos os aspectos que envolvem o capital humano? É muito difícil uma empresa ter funcionários preparados para lidar com todos os aspectos que envolvem um RH, como a gestão da saúde dos funcionários, por exemplo. O importante é que o RH esteja “antenado” a estas necessidades e saiba a hora certa de contratar empresas especializadas neste tipo de suporte. Sobre o papel dos profissionais de RH, qual seria o “mundo ideal” e qual é o “mundo real” que se vive hoje no mundo corporativo? No mundo ideal, o RH de todas as empresas deve estar inserido nas decisões estratégicas que envolvam os negócios da corporação. No mundo real, este reconhecimento chegou apenas às empresas “de ponta” e caminha aos poucos. Como “startar” essas mudanças? Contratando mais profissionais que tenham essa visão de negócios. É preciso entender que o mercado tem exigido mais profissionais com uma visão exata e estratégica na área de recursos humanos. Ele deve ter uma carreira focada na área de negócios, seja complementada pela própria graduação ou em uma pós ou mestrado.
Viúva Alegre (Fabrício Carpinejar)
17 ago 2011 Deixe um comentário
Cada um sofre como pode. Alguns precisam se retirar por dias e permanecer incomunicáveis. Outros nem deixam a dor esfriar e vão para festas. Não há padrão de comportamento. As paredes são árvores, as árvores são paredes. Mas existe um preconceito com quem reage com senso de humor. Pois se voltou a trabalhar e a sorrir é como se não estivesse sofrendo. O luto determina um protocolo de solenidade de governo: choradeira, náusea e comiseração. Não dá para passar a palavra antes das lágrimas. Sou estranho. Uma viúva alegre. Podem me condenar, preparar uma fogueira na Praça da Matriz, ao som do violino e acordeon doTangos e Tragédias. Eu me recupero com ligeireza porque sou pai. A paternidade é minha sobrevida. Não vou forçar meus filhos a sofrer comigo. O luto é meu, não deles. Não ficarei duas horas chorando e assoando o nariz para constrangê-los com minha vulnerabilidade. Não utilizarei nenhuma desculpa para não cumprir as atividades. O almoço me chama, a escola me chama, os temas me chamam, as tarefas de organização da casa me chamam, atendo mesmo quando não estou em mim. Não irei diminuir meu ritmo, apesar de somente pensar na incurável distância da mulher que amo. Há de tocar a vida mesmo que o corpo seja mais lento e menos obediente. Não que eu não deixe de sentir, eu não me excluo de sentir nada. Mas eu não sinto somente isso. Não construirei arquibancadas para o grito. Dispenso a exclusividade. Apenas não posso me sentar e me esbaldar na cama no escuro, penarei de pé, andando apressado pelos corredores, girando pelas salas, conversando suspirado, misturando as lembranças boas com as ruins. Não me fixarei no problema para odiar alguém. Sou contrário a mobilizar nossas forças e nossa disciplina para não ter dúvidas. Eu adoro as dúvidas. As dúvidas regeneram as verdades. Uma verdade parada não é paz, é abandono. Arco com toda pontada e naufrágio amoroso ao mesmo tempo em que conservo os cuidados paternos. Desconfie dos tumultos. Não mostrar o sangue não elimina a chance de hemorragia. Assim como encontro as caretas mais assustadoras na comédia, não em filmes de terror. O riso é catarse. O riso é muito mais nervoso do que a coriza. O riso é mais um jeito de gemer. Meu sofrimento não é cerimonioso. Vou me distribuindo entre telefonemas e crônicas. Parcelando a angústia. Guardo a consciência de que não resolverei a dívida afetiva à vista. Não mentirei fundos. Não me envergonho da falta, do vazio, não me encabulo de pedir ajuda o quanto antes.Não espalharei embalagens de comida chinesa e redomas de papelão de pizza pela sala, não convidarei moscas e baratas para coroar a tortura, ou permitirei que a barba cresça, atenderei o interfone, não sumirei para chamar atenção. O suicídio faz um drama excessivo, as pequenas mortes se contentam com a humildade de uma cruz e um nome. Não enxergará uma anormalidade em minha fossa. Meu quarto estará limpo como num dia de trabalho, a louça estará lavada. A explicação é simples: aquele que é capaz de atender uma tele-entrega tem condições de voltar a atender sua vida. Criarei as pequenas desculpas para me aliviar dos grandes medos. Sintomático que na enxaqueca procuro primeiro um AS infantil para depois admitir que cresci e dependo de uma aspirina adulta. Não me dou nem o direito de jejum, de emagrecer, de afundar olheiras. Esperneio os olhos com cebolas e sigo viagem pelos varais. Não conheço tempo para drama. Não gozo do direito da frescura. O luxo de parar a rotina e me exilar na chácara de um amigo. Eu mesmo me sirvo e me atendo. Não é errado procurar a solidão, curtir o couro e ajeitar as fotografias por ordem de datas. Tampouco estou errado. As mães me entendem. Talvez transmita a ideia de reprimido. Não creio que seja. Lenços, para quê? Os abraços do filho e da filha são lençóis e me põem a dormir acordado. O sol lava a minha cara. O suor é a mesma água da lágrima e mata igualmente a sede. Fabrício Carpinejar. .



